27 de Out de 2006

Gostei sim senhora...


Ir ao cinema é daquelas coisas que sabe bem, com ou sem pipocas, mas há sempre um filme que nos marca quer intelectualmente (fica sempre bem dizer), quer materialmente.
Pois este foi pelos piores motivos só me deu vontade de ser rica, muito rica e gastar... gastar... e gastar...
Não me vou pôr com falsos moralismos, "ah... não sei quê... vou ajudar os pobrezinhos no Malawi que agora está muito na moda."
QUERO UNS MARK JACOBS ou então uns MANOLO BLANICK

podem crucificar-me à vontade... who cares! Tenho dito

22 de Out de 2006

Está a chegar!!!

Dia 23 (segunda-feira) apresento o Curto Circuito!!!
sim... estou muito nervosa... chego a ficar chateada por me sentir assim... mas não posso fazer nada!!!
Conto com o apoio e a moral.... ok... tb o voto!!! Toca a ligar para o´

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Obrigadinha e muita saudinha

19 de Out de 2006

É verdade... e sabe bem!! hihihihih

Agora o momento light... não é bem assim... às vezes não se diz, mas que pensámos lá isso!!!!

As diferenças entre Lisboa e Porto:


FRASE1:Lisboa : Nao tenho a certeza se vai ser possível!
Porto (P): NEM QUE TU TE FUODAS!

FRASE 2:L: A sério? É incrível! Diria mesmo impressionante!
P: PUTA QUE O PARIU, PUTA QUE O PARIU! (Ah! Mestre!!)

FRASE 3:L: Claro que isso não me preocupa!
P: TOU-ME A CAGAR E A ANDAR!

FRASE 4:L: Eu nao estava envolvido nesse projecto!
P: MAS QUE CARALHO E QUE EU TENHO A BIER COM ESSA MERDA?

FRASE 5:L: Interessante, hein?
P: FUODA-SE!!!

FRASE 6:L: Será difícil concretizar a tarefa no tempo estipulado!
P: NAO BAIE DAR NEM QUE ME FUODA TODO!

FRASE 7:L: Precisamos melhorar a comunicação interna!
P: PUTA DE MERDA! NAO HA NENHUM CARALHO QUE ME RESPONDA???

FRASE 8:L: Talvez eu possa trabalhar até mais tarde!
P: E NO CUE? NÃO QUERES LEVAR NO CUE TAMBENHE???

FRASE 9:L: Não está familiarizado com o problema!
P: CALA-TE CARALHO!

FRASE 10:L: Desculpe!
P: BAIE PA PUTA QUE TE PARIU!

FRASE 11:L: Desculpe, senhor!
P: BAIE PA PUTA QUE TE PARIU SEU PANELEIRO!

FRASE 12:L: Acho que não posso ajudar!
P: FUODE-TE PRAI SOZINHO!

FRASE 13:L: Adoro desafios!
P: PUTA TRABALHINHO DE CORNO!

FRASE 14:L: Finalmente reconheceram a tua competência!
P: FOSTES AO CU A QUENHE?

FRASE 15:L: É necessário um treino para o pessoal antes de ligarem a máquina!
P: BOUE DAR NOS CUORNOS A QUENHE MEXER NESTA MERDA!

FRASE 16:L: Eles não ficaram satisfeitos com o resultado do trabalho!
P: BANDO DE FILHOS DA PUTA!

FRASE 17:L: Por favor, refaça o trabalho!
P: ENFIA ESSA MERDA NO CUE, ESTA UMA BELA MERDA!

FRASE 18:L: Precisamos reforçar o nosso programa de treino!
P: SE SEI QUEM FOI O FILHO DA PUTA QUE FEZ ISSO!...

FRASE 19:L: É necessário melhorar os nossos índices de produtividade!
P: E SE FOSSEM BATER A PUNHETA PRO MEIO DA RUA ???!!

FRASE 20:L: Que pena. Teremos outra não conformidade!
P: CARALHO! VAI SAIR CAGADA OUTRA VEZ!

FRASE 21:L: Vamos negociar o projecto com mais determinação!
P: VOU ENFIAR ISTO GOELA ABAIXO DESSES FILHOS DA PUTA!

FRASE 22:L: Desculpe, eu poderia ter avisado!
P: EU SABIA QUE IA DAR MERDA!

FRASE 23:L: Os índices de produtividade da empresa estão a apresentar uma quedasensível!
P: ESTA MERDA TA A IR PRO CARALHO!

FRASE 24:L: Esse projecto não vai gerar o retorno previsto!
P: AGORA FODEU-SE! TA TUDO FODIDO!

18 de Out de 2006

Uma vergonha

Há coisas que eu nunca deveria ser forçada a ler. Éis o que vinha no "Metro" de hoje
"Metade dos espanhóis quer Península unida"

E ?!?!?! Eu também quero comprar um par de Manolo Blahnik e nem por isso ando para aí a dizer disparates.
Não sei se a minha mãe colocou alguma coisa anti-espanhola no meu leitinho ou se simplesmente passava as noites a falar para o meu subconsciente a dizer " Espanha é má... lá comem criancinhas... de espanha nem bom vento nem bom casamento...." e por aí fora... o que é certo é que não os suporto, e a treta dos "nuestros hermanos" ...meu Deus não há explicação... nesse caso prefiro ser filha única! Deles o que eu quero é distância!

Este fanatismo tem um fundamento, vê lá se não te passas com estas estatísticas.....
Mais de metade dos espanhóis entre os 18 24 anos não se importavam de ver Portugal como uma província de Espanha!!!!!!!!!!!! Sendo que a capital seria Madrid e D.Juan Carlos continuaria a ser Rei e Senhor da "dita" Ibéria.

O mais grave vem agora, segundo uma sondagem feita a portugeses, 28% dos inquiridos com sangue luso concordam com a união a Espanha!

Meus amigos.... NÃO...NÃO E NÃO!!!!
O orgulho em ser português não pode de maneira alguma ser abalado... porquê esquecer uma história que tanto marca a nossa identidade?!?!?!
Sim sou uma Padeira de Aljubarrota dos tempos modernos e quê?!?!? Além disso têm narizes feios e bicudos!!!

17 de Out de 2006

Que bela merda!!!

O meu Benfiquinha perdeu com o Celtic.... basicamente estou na merda!!!!
Competições europeias por um fio!

Invenção Brilhante

Há sempre aquela coisinha que tem que ser feita, qual carrapato que nos perturba o sono só com a preocupação...! O problema é a frase, essa mesma, aquela que volta e meia lá vem para nos "engolirrr" vulgo "Ai! tenho mesmo que... mas não me apetece nada".
Esta reacção costuma ser empregue logo depois nos lembrarmos que deviamos ter ido ao dentista para a consulta de rotina, a visita à Loja do Cidadão ou então levar o edredon à lavandaria porque não cabe no tambor da tua máquina de lavar roupa.
A espera consegue ser uma tortura e acabar por destruir um dia aparentemente calmo e de descanso chez toi.
Portanto, qual é a solução?!?!?
O DIA DO FAZ TUDO
Deve ser marcado na agenda para não cair no esquecimento e é um dia onde as "coisas" do mês tem que ser feitas, sem desculpa ou excepção.
Segue o meu exemplo e verás o quão sábia sou.
Eu própria estou em estudar a mecánica logo direi se funciona, mas que parece brilhante lá isso...

16 de Out de 2006

Aqui estou eu

E aqui estou eu, rendida aos fascínios bloguistas... é desta minha gente... é desta.
Tal com outrora... vai ter muito escárnio e mal-dizer, e sempre com o requinte da pronúcia do Norte!!!
E como não poderia deixar de ser começo por mostrar a postura visionária de Miguel Esteves Cardoso, o homem que me fez chorar logo no primerio parágrafo. Obrigada Miguel... o que tu escreveste sou EU!

O Norte – por Miguel Esteves Cardoso


"Primeiro, as verdades.O Norte é mais Português que Portugal.As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.Mais verdades.No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal.Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular.É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos.O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?"